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EU MORRI PARA ESTE MUNDO

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catarina

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Data de inscrição : 14/07/2014

EU MORRI PARA ESTE MUNDO

Mensagem por catarina em Qua Jul 16, 2014 2:32 pm

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Era o ano de 2003. Eu e meu marido Gustavo, morávamos em São Paulo, sendo que ele trabalhava com sistemas de informática, e eu com recursos humanos em uma grande empresa multinacional.

Nós havíamos nos casado fazia 5 anos, e não tínhamos filhos por opção nossa. Sempre viajávamos nos feriados e nas férias, e tínhamos uma vida gostosa e confortável. Nossa renda nos permitia fazer certas extravagâncias, como sempre trocar de carro, ter uma boa casa e fazer ótimas viagens.

Meu marido gostava muito de aventuras radicais, e de motociclismo, por isso ele tinha seu carro e uma moto Honda 900 cilindradas, que ele adorava. As vezes nós viajávamos de moto para algum lugar no interior só para, como dizia ele, curtir a estrada.

Devido à exigências da minha empresa, em alguns fins de semana eu tinha que trabalhar para resolver alguns problemas pendentes que sobraram da semana.
Quando isso acontecia, o Gustavo para não ficar em casa sem fazer nada, pegava a moto e ia para alguma cidadezinha no interior, voltando só a noite.

Eu ficava preocupada, mas já havia me acostumado com o seu gosto. Podia fazer o que, a não ser aceitar o seu passa tempo.
Eu e Gustavo tínhamos um costume e uma tradição um como o outro. Sempre durante o dia nós nos falávamos muito pelo celular, um perguntando ao outro como estavam as coisas e comentando e perguntado onde estávamos naquele momento. Quando eu chegava ao trabalho, ligava para Gustavo para dizer que havia acabado de chegar, e ele a mesma coisa quando ia em algum lugar diferente ou em alguma de suas viagens. Não ficávamos sem nos falar.

Tudo corria normalmente, até que um certo dia fui convocada para trabalhar no final de semana próximo.
Sabendo disso, Gustavo já programou que iria de moto para Serra Negra, porque a estrada para lá era muito bonita e gostosa para viajar de moto.

Chegando o sábado, Gustavo acordou antes de mim, preparou o café e a mesa, aliás bem caprichado, se despediu e saiu com sua moto para a viagem. Em seguida eu peguei meu carro e fui para o trabalho, começando um expediente que seria diferente de todos que eu já tive. Eu não sabia o que me esperava no decorrer daquele dia, e que os acontecimentos mudariam toda a minha vida e a forma como pensar, tanto sobre nossa existência, como também sobre os mistérios do nosso mundo.

O tempo passou e estava estranhando que o Gustavo não havia me ligado dizendo onde estava, pois ele sempre fazia isso. Mas pensei que talvez onde ele estivesse não houvesse sinal de celular ou algo assim.
Continuei à fazer minhas atividades na empresa, quando às 11:30' da manhã tocou meu celular. Olhei e apareceu o nome "Gustavo" no celular. Pensei "Até que enfim".

Atendi o celular, e ouvi uma voz com um som meio abafado e com um pequeno chiado dizer: "Marly, meu amor, Eu Morri!"

Então eu disse:

- É você Gustavo? Que brincadeira idiota.

E então a voz respondeu:

- Desculpe Marly, não foi minha culpa, foi o caminhão. Um dia nos veremos. Sempre te amarei.

E a ligação caiu.

Eu não sabia como reagir. Gelei, tremia, comecei a chorar e quase desmaiei. Minha amiga Sabrina que estava comigo perguntou o que aconteceu, e eu contei meio gaguejando.
Ela então disse que deveria ser uma brincadeira de mal gosto de alguém. Então eu disse que era o número do celular do Gustavo.
Depois daquilo eu só pensava em saber onde estava Gustavo, o que teria sido aquilo e como ele estava, se estava tudo bem com ele.

Então liguei de volta no seu celular, e nada. Caixa postal. O pãnico aumentava cada vez mais em mim.
Mas onde procurá-lo? O único número que eu tinha de contato era o dele, mas não funcionava. O que fazer?
Liguei para meus pais que moravam no interior, e minha mãe me disse para ficar calma e se não tivesse noticias de Gustavo logo mais, que ela e meu pai viriam para São Paulo para ficar comigo.

O tempo passava e nada.
Quando chegou às 13:45', meu celular tocou novamente, com um número com DDD. Pensei que poderia ser o Gustavo.

Para minha surpresa, do outro lado da linha quem falava se dizia ser da Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo.
O policial se identificou perguntando se eu era parente de uma pessoa chamada Gustavo Nogueira de Mello.
Eu tremendo como uma vara verde, gelada como um freezer, disse que era a esposa dele. Então ele disse:

- Desculpe senhora em lhe informar que o seu marido sofreu um acidente na rodovia SP 360 e está no Hospital de Campinas. Solicitamos que a senhora venha para cá o mais rápido possível.

Eu desabei naquele momento. Não sabia o que fazer. Não tinha condições de nada.
Nessa hora como é ótimo ter amigos.
Vendo a situação, Sabrina minha amiga conseguiu um carro da empresa, e juntamente com mais um amigo, o Raul, fomos para Campinas.
Estava louca para saber sobre Gustavo. Será que o acidente foi grave? Como estaria ele?

Chegando em Campinas foi fácil encontrar o hospital. Adentrando no hospital, fomos recepcionados por um Capitão da Polícia Rodoviária e por um Médico muito atencioso.

Então perguntei sobre o meu marido. "Como está Gustavo", perguntei eu!

Então para minha completa tristeza, desconsolo e espanto, o médico me disse que Gustavo, meu amado marido havia chegado em óbito no hospital, e que não puderam fazer nada.

Nesse momento desmaiei. Apaguei. Acordei algum tempo depois em uma maca com Sabrina e Raul ao meu lado.
Após me recuperar um pouco, quis saber o que houve.

Então o policial me contou que o meu marido Gustavo estava com sua moto na rodovia SP 360, quando em uma curva colidiu violentamente com um caminhão que estava ultrapassando um outro na pista contrária.
Perguntei a que horas foi que aconteceu o acidente, e o Policial disse: "Mais ou menos às 11:30' da manhã."

Então pensei: "Mas como? Então quem me ligou? Quem estava com o celular do Gustavo?"
Eram tantas perguntas e dúvidas. Mas eu estava completamente fora de mim. Parecia um filme tudo aquilo.

Passado algum tempo meus pais chegaram e foram fazer os preparativos para translado do corpo e o que mais seria necessário.
Dois dias depois foi o sepultamento do meu querido Gustavo.

Passados alguns dias, Sabrina minha amiga foi à minha casa fazer uma visita e entregar algo. Ela me disse que era algo desagradável, mas que era para mim.

Em uma caixa estavam os últimos pertences de Gustavo quando chegou no Hospital.
Havia seu relógio, sua carteira, umas correntes que ele usava sempre, e o seu celular.
Me lembrei da ligação que havia recebido, e fui conferir no celular do Gustavo para ver se foi dali que havia sido feita.

Só que para meu espanto, o seu celular estava todo quebrado. Completamente danificado. Inclusive o chip estava quebrado.
Então seria impossível alguém ter usado aquele celular para ter feito a ligação para mim. Então o que foi aquilo?
Fiquei perplexa com aquilo. Aquela voz do Gustavo, um tanto abafada, e o chiado.

O tempo passou. Eu nunca mais fui a mesma. Me mudei e hoje eu moro em Los Angeles (EUA), onde trabalho em uma empresa de Telecomunicações.

Tenho comigo aquela voz na ligação dizendo: "Marly, meu amor, Eu Morri!" e "Desculpe Marly, não foi minha culpa, foi o caminhão. Um dia nos veremos. Sempre te amarei."

Era a voz do meu querido Gustavo, eu tenho certeza.
Para mim, ele como sempre fazia, me ligou avisando o que havia acontecido com ele, e ao mesmo tempo fazendo uma promessa e um juramento:  "Um dia nos veremos. Sempre te amarei."

Sei que minha vida mudou, mas tenho Gustavo no meu coração, e nunca me esquecerei desse acontecimento que transformou minha vida, e fico apenas esperando o dia em nos encontraremos novamente.

Gustavo: Te amo e sempre te amarei.

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